Calma. Ainda faltam 17 dias. Ainda? 17 dias? Como assim? De repente olhei para o calendário e percebi que estamos em dezembro. Não senti esse ano passar. Talvez a faculdade tenha mudado meu foco. Junto com a matrícula ganhei um relógio. Que relógio estranho. Nele as horas são contadas em minutos, os minutos em segundos e os segundos em milésimos e, então, quando me dei conta disso, estávamos em dezembro.
Não que isso seja ruim. Não vejo a hora que chegue dia 22, eu entre de férias e essa correria acabe. Mas, ao mesmo tempo, queria mais dos momentos bons deste ano. Queria mais, lágrimas nos olhos ao ver meu nome seguido da palavra A-P-R-O-V-A-D-O. Queria mais, amizades novas que me trouxeram alegria. Queria mais, morar com uma pessoa que me faz bem. Queria mais, descobrir que o mesmo amor de sempre é o melhor e único. Queria mais, perceber que tenho poucos, mas bons amigos. Queria mais. Mais e mais.
Mas não. Faltam 17 dias e pela primeira vez estarei sem a minha irmã e sem minhã mãe nesta data. Faltam 17 dias e será que fui boazinha? Faltam 17 dias e ainda não pedi desculpas a todos que queria. Não recebi pedidos de desculpa de todos que esperava. Não abracei aqueles que me fazem falta. Não comprei presentes. Não tive boas notas. Não emagreci. Não fiz quase nada do que queria ter feito.
Mas tudo bem. Depois de 6 dias vem o ano novo e, como diria o poeta, quem pegou os dias e dividiu-os em anos foi muito sábio mesmo. Afinal, o que seria de 2009 sem a esperança de começar tudo outra vez em 2010?
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
Ela cresceu
Hoje, quando a deixei na porta de uma faculdade para prestar seu primeiro vestibular de verdade, me deu um aperto no peito. Percebi que aquela menininha que brincava de boneca comigo até algum tempo atrás não era, de fato, uma menininha. Olhando ela andar até o portão me vi nos últimos anos e, se eu pudesse, iria no lugar dela. Só pra não ver em seu olhar a ansiedade que via no meu. Só pra não ouvir seu coração bater acelerado como ouvia o meu. Só pra não vê-la crescer e deixá-la continuar sendo aquela menininha que eu chamava de boba e que mordia meu nariz.
Só que eu não pude ir em seu lugar. Tive que deixá-la. Ela teve que ir em frente. E vai ter que continuar indo. Aprender a andar com as próprias pernas não é fácil, mas eu sei que ela vai conseguir. Sei que vai, porque vejo nela um muito de mim. Vejo a mesma vontade de ter e não conseguir. A mesma vontade de ser e não poder. A mesma vontade de lutar e não ter forças. A mesma vontade de passar por cima de tudo e chegar lá. E sei que ela vai. Chegar aonde ela quer. Aonde eu quero. Aonde minha mãe e até meu pai querem.
Sei que ainda há dúvidas. Medo. Insegurança. Não quero que eles coloquem tudo na mão da minha irmãzinha de 17 anos. Deem pra mim. Falem pra mim que eu faço por ela. Mostrem pra mim e eu explico pra ela. Mas eu não posso. Não posso. E isso me deixa mal. Quando eu mais quero, quando eu mais preciso não posso entrar na frente dela e fazer tudo, como sempre fiz. Às vezes com raiva por eu ser a primogênita e ter que sempre me colocar na frente. Às vezes com medo de vê-la se machucando. Às vezes com a certeza de que ela faria melhor do que eu e que eu não iria gostar. Mas, não. Não posso ir em seu lugar. Agora é só com ela.
E a certeza de que ela fará melhor do que eu fiz é mais do que absoluta. A torcida para que ela esteja aonde quiser é maior do que a que tive pra mim mesma. E o começo de uma nova etapa maravilhosa para ela me encanta tanto que tenho vontade de voltar atrás e viver tudo junto com ela, mais uma vez.
É, minha irmãzinha cresceu. Não só de tamanho (o que a deixa maior que eu), mas de alma, por inteira? Acho que ainda não. E nem eu. E tenho certeza que vamos caminhar para isso juntas, de novo.
E hoje, com esse aperto no peito por ver minha pequena tomando seu caminho, eu digo: me dê sua mão, Vezinha, posso te levar até lá? Espero que ela aceite.
sábado, 14 de novembro de 2009
O Brasil apagou
Foi por pouco. A luz piscou. Eu, no telefone, em Campinas. Ele, no telefone, em São Paulo. "Nossa, amor, a luz acabou aqui em casa.. Nossa, acho que foi Perdizes inteira..", "Ahn? Como assim? Aqui também piscou, mas não acabou!". Estranho. Medo. 2012 chegando? "Vê, a luz acabou aí também? Você acredita que piscou aqui?", "AI MEU DEUS, será que foi no mundo todo?", "Haha, lógico que não!".
Na falta do twitter, fiquei com a Globo mesmo. O que me fez dar risada. A Renata Ceribelli surtando em rede nacional e ao vivo, não tem preço! Ainda mais sabendo que somente 20% do Brasil via aquela cena. "Como assim 3 dias???? (PUM - bate na mesa)". Haha.
Depois disso comecei a pensar. E me senti em um filme de terror. Pânico. Caos. Trânsito. Se não tivermos energia o mundo para e as pessoas exageram. O mundo para e quem estava no metrô, voltando pra casa depois de um dia cheio de trabalho não estava exagerando. Quem estava voltando da faculdade e teve que dormir na calçada porque o ônibus não chegava, também não. E quem morreu em elevadores? Quem morreu por causa de um assalto? Quem surtou no trânsito mais maluco que de costume? Sim, esses tinham razão. Não exageraram.
Mas e quem reclamou que não podia secar o cabelo? Ou que não podia assistir a novela da Record? Ou que o computador não ligava? Ou que tinha que subir alguns lances de escada? Esses exageraram. Exageraram porque somos egoístas (e me incluo aí), somos dependentes, somos escravos? Quatro horinhas sem luz para quem estava no aconchego do seu lar é até gostoso. Silêncio, soninho e pronto. Amanhã amanhece e voilà "HAJA LUZ".
E hoje no Estado de São Paulo, nosso presidente disse que "só depende de Deus" a ocorrência de outros apagões. Já que o presidente está cheio de "achismos" e de meias opiniões, só nos resta confiar mesmo em Deus e esperar - sem pânico - por outra noite propícia para um jantar à luz de velas.
sábado, 7 de novembro de 2009
Não foi dessa vez..
Eu, como amo os livros da Stephenie Meyer (autora da série "Crepúsculo"), resolvi participar de um concurso promovido pelo Cinemark para ganhar uma sala com direito a cem convidados da sessão do filme "Lua Nova", só que ontem saiu o resultado e, meus caros, não foi dessa vez..
Mas fica aqui o texto que eu fiz, pra quem conhecer a história (acho praticamente impossível a essa altura do campeonato ninguém conhecer, mas enfim..). O tema era uma cena de amor entra Bella e Edward ou entre Bella e Jacob e, obrigatoriamente, deveria conter a frase-slogan da Close up, "Quanto mais perto, melhor", tudo isso em apenas 650 caracteres!
Amo Edward. Não há dúvidas. É por ele que eu estou aqui. Com ele que quero passar a eternidade, seja como vampira ou não. Mas, agora, em frente ao rosto de Jacob Black, seu hálito quente soprando em meu rosto, minha cabeça fica confusa. Não sei o que acontece. Como eu posso ter dúvidas entre Edward e Jacob? Ele me irrita! Tudo o que ele faz me tira do sério, ele não pode me dar o amor incondicional e sem cobranças que Edward me dá. Mas, assim, como estamos agora, seus olhos nos meus, sua boca quase na minha... Não sei. Quero sair de perto, quero sair correndo, mas não consigo! Quanto mais perto, melhor. E me odeio por sentir isso.
Sendo assim, meio prepotente, até acho que eu merecia..
Mas fica aqui o texto que eu fiz, pra quem conhecer a história (acho praticamente impossível a essa altura do campeonato ninguém conhecer, mas enfim..). O tema era uma cena de amor entra Bella e Edward ou entre Bella e Jacob e, obrigatoriamente, deveria conter a frase-slogan da Close up, "Quanto mais perto, melhor", tudo isso em apenas 650 caracteres!
Amo Edward. Não há dúvidas. É por ele que eu estou aqui. Com ele que quero passar a eternidade, seja como vampira ou não. Mas, agora, em frente ao rosto de Jacob Black, seu hálito quente soprando em meu rosto, minha cabeça fica confusa. Não sei o que acontece. Como eu posso ter dúvidas entre Edward e Jacob? Ele me irrita! Tudo o que ele faz me tira do sério, ele não pode me dar o amor incondicional e sem cobranças que Edward me dá. Mas, assim, como estamos agora, seus olhos nos meus, sua boca quase na minha... Não sei. Quero sair de perto, quero sair correndo, mas não consigo! Quanto mais perto, melhor. E me odeio por sentir isso.
Sendo assim, meio prepotente, até acho que eu merecia..
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sábado, 24 de outubro de 2009
Tristeza vai embora
E quando a vontade não vem
o tempo não passa
a felicidade não chega
o amor foi embora
e a solidão não demora?
E quando você percebe que a vida passou
o tempo mudou
os amigos sumiram
o amor não chegou
e o samba parou?
E quando você vê que nada é assim
a bossa nova não vem
alegria não tem
e a sensação não tem fim?
Será que logo passa?
o tempo não passa
a felicidade não chega
o amor foi embora
e a solidão não demora?
E quando você percebe que a vida passou
o tempo mudou
os amigos sumiram
o amor não chegou
e o samba parou?
E quando você vê que nada é assim
a bossa nova não vem
alegria não tem
e a sensação não tem fim?
Será que logo passa?
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Wanessa
"Você me olha por cima, me trata como menina
Mas não sabe do que eu sou capaz
Eu tenho um sonho, por ele eu vivo
Minha vontade é de ser muito mais...
Corro o risco, eu vim de baixo, eu me perco, mas me acho
Sou coragem, sou verdade, sem bobagem, falsidade
Você me viu crescendo e sabe o que eu passei
Sabe de onde eu venho, o quanto eu lutei
O quanto eu me empenho buscando o meu lugar
Pra cantar... Eu vou cantar ao vento
Pra cantar... Mudar seu pensamento
Pra cantar... Antes de me julgar
Ouça o que eu tenho pra falar
Veja o que eu tenho pra mostrar
O preconceito é o maior defeito
Aquela dor que nunca sai do peito
Mas quem é vivo sempre aparece
Sente a pontada, mas depois esquece
Eu sou regida pelo amor, eu tenho a vida pela frente
O jogo apenas começou, eu vou fazendo diferente
Eu sou aquela gaivota que quer sempre melhorar
O jeito de voar"
As palavras me arrepiaram. Confesso que quando comparei a letra em português com a letra em inglês, achei meio boba. Pra mim não tinha casado com a melodia. Mas ouvir as palavras ditas e não cantadas, me trouxeram emoção. Sempre admirei a Wanessa, sempre gostei de suas músicas e sempre ouvi críticas por isso. Críticas porque as pessoas gostam de julgar. Só porque é brasileira, só porque é filha de um cantor sertanejo, só porque não é Maria Rita ou Marisa Monte, só porque, porque, porque. Porquê?
No seu úlitmo show percebi que ela não é mais aquela menina que começou há alguns anos. Ela é outra pessoa. E agora eu a admiro ainda mais. Admiro porque percebo como é incrível sua evolução. E isto está estampado na nova artista que ela tornou-se. Estampado na sua voz cantando as músicas antigas, nas suas roupas, nas coreografias, no cabelo, nas atitudes.
A única palavra que ela conseguiu falar no show foi OBRIGADA. E agora eu digo: Obrigada, você, Wanessa. Por não ter desistido diante de tanto preconceito e julgamentos, por ter passado por cima de tantas críticas e hoje poder mostrar a artista completa que se tornou. Parabéns!
Da sua sempre fã, Bárbara.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Olimpíadas 2016
O Lula estava chorando. A pergunta é: ele chorava porque estava emocionado, afinal o Brasil era o único entre as dez maiores economias do mundo que não havia sido sede para uma olimpíada ou ele chorava porque mentia ao dizer que, sim, nós temos os R$ 25,9 bilhões necessários para tal?
Não tenho dúvidas dos benefícios que este evento trará para o país. Empregos, turistas, dinheiro. E, apesar de não ser nem um pouco ufanista, acho bacana o Brasil ser reconhecido mundialmente. Ainda mais se o evento for, de fato, bem planejado como estão tentando fazer. Mas, não sei. Não tive vontade de chorar. Não tive vontade de ir correndo até Copacabana participar da festa de comemoração. Não tive vontade de fazer campanha pré-eleição. Nadinha. Pra falar a verdade nem tinha visto o tal vídeo - muito bonito, diga-se de passagem - de promoção do Rio.
Será que realmente todo brasileiro é carioca e está transbordando de emoção como foi dito por aí? Acho que não. Por enquanto ainda não senti emoção. Talvez o Lula seja mesmo muito apaixonado pelo nosso país como dizem. Ou talvez eu seja meio revoltada com essa roubalheira na qual sempre estamos envolvidos e não quero me emocionar por achar que, sim, é mais um motivo para investirmos em nada nosso tão suado dinheirinho. É, ainda não me esqueci do Pan 2007, que torrou um caminhão de dinheiro na construção de estrutras hoje abandonadas.
Enquanto meus olhos não se enchem de lágrimas como os de muita gente por aí fico aqui me divertindo com as frases de Wiliam Bonner no Jornal Nacional, as pérolas de Patrícia Poeta no Fantástico, o sensacionalismo sempre tão bem feito na televisão brasileira, a paixão de Lula pelo país em rede internacional e com as ótimas piadas que não acabarão até alguma coisa dar certo em 2016.
Por um lado, encontro-me feliz pelo fato de o Rio de Janeiro ter sido escolhido. Não consigo imaginar qual seria a reação de Orlando Silva, Lula e Eduardo Paes caso contrário. Barraco. Passaríamos vergonha do mesmo jeito. Entre os piores.. O melhor. Melhor?
Começo a planejar para onde fugirei quando nosso Brasil, pátria amada, idolatrada não der conta de realizar tantos projetos que seu povo heróico tem planejado. Veremos.
Não tenho dúvidas dos benefícios que este evento trará para o país. Empregos, turistas, dinheiro. E, apesar de não ser nem um pouco ufanista, acho bacana o Brasil ser reconhecido mundialmente. Ainda mais se o evento for, de fato, bem planejado como estão tentando fazer. Mas, não sei. Não tive vontade de chorar. Não tive vontade de ir correndo até Copacabana participar da festa de comemoração. Não tive vontade de fazer campanha pré-eleição. Nadinha. Pra falar a verdade nem tinha visto o tal vídeo - muito bonito, diga-se de passagem - de promoção do Rio.
Será que realmente todo brasileiro é carioca e está transbordando de emoção como foi dito por aí? Acho que não. Por enquanto ainda não senti emoção. Talvez o Lula seja mesmo muito apaixonado pelo nosso país como dizem. Ou talvez eu seja meio revoltada com essa roubalheira na qual sempre estamos envolvidos e não quero me emocionar por achar que, sim, é mais um motivo para investirmos em nada nosso tão suado dinheirinho. É, ainda não me esqueci do Pan 2007, que torrou um caminhão de dinheiro na construção de estrutras hoje abandonadas.
Enquanto meus olhos não se enchem de lágrimas como os de muita gente por aí fico aqui me divertindo com as frases de Wiliam Bonner no Jornal Nacional, as pérolas de Patrícia Poeta no Fantástico, o sensacionalismo sempre tão bem feito na televisão brasileira, a paixão de Lula pelo país em rede internacional e com as ótimas piadas que não acabarão até alguma coisa dar certo em 2016.
Por um lado, encontro-me feliz pelo fato de o Rio de Janeiro ter sido escolhido. Não consigo imaginar qual seria a reação de Orlando Silva, Lula e Eduardo Paes caso contrário. Barraco. Passaríamos vergonha do mesmo jeito. Entre os piores.. O melhor. Melhor?
Começo a planejar para onde fugirei quando nosso Brasil, pátria amada, idolatrada não der conta de realizar tantos projetos que seu povo heróico tem planejado. Veremos.
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