sábado, 14 de novembro de 2009

O Brasil apagou



Foi por pouco. A luz piscou. Eu, no telefone, em Campinas. Ele, no telefone, em São Paulo. "Nossa, amor, a luz acabou aqui em casa.. Nossa, acho que foi Perdizes inteira..", "Ahn? Como assim? Aqui também piscou, mas não acabou!". Estranho. Medo. 2012 chegando? "Vê, a luz acabou aí também? Você acredita que piscou aqui?", "AI MEU DEUS, será que foi no mundo todo?", "Haha, lógico que não!".

E de repente eu era a única que sabia o que estava acontecendo. Por rádio passava todas as informações pra minha mãe, irmã, pai e namorado. Me senti meio importante e descobri que meu bairro foi o único em Campinas em que a luz não acabou. Gerador da faculdade atuando em peso. Adoro. Queria twittar, mas meu celular não entrava no twitter e eu perdi todas as piadas quentinhas e as novidades melhores.

Na falta do twitter, fiquei com a Globo mesmo. O que me fez dar risada. A Renata Ceribelli surtando em rede nacional e ao vivo, não tem preço! Ainda mais sabendo que somente 20% do Brasil via aquela cena. "Como assim 3 dias???? (PUM - bate na mesa)". Haha.

Depois disso comecei a pensar. E me senti em um filme de terror. Pânico. Caos. Trânsito. Se não tivermos energia o mundo para e as pessoas exageram. O mundo para e quem estava no metrô, voltando pra casa depois de um dia cheio de trabalho não estava exagerando. Quem estava voltando da faculdade e teve que dormir na calçada porque o ônibus não chegava, também não. E quem morreu em elevadores? Quem morreu por causa de um assalto? Quem surtou no trânsito mais maluco que de costume? Sim, esses tinham razão. Não exageraram.

Mas e quem reclamou que não podia secar o cabelo? Ou que não podia assistir a novela da Record? Ou que o computador não ligava? Ou que tinha que subir alguns lances de escada? Esses exageraram. Exageraram porque somos egoístas (e me incluo aí), somos dependentes, somos escravos? Quatro horinhas sem luz para quem estava no aconchego do seu lar é até gostoso. Silêncio, soninho e pronto. Amanhã amanhece e voilà "HAJA LUZ".

E hoje no Estado de São Paulo, nosso presidente disse que "só depende de Deus" a ocorrência de outros apagões. Já que o presidente está cheio de "achismos" e de meias opiniões, só nos resta confiar mesmo em Deus e esperar - sem pânico - por outra noite propícia para um jantar à luz de velas.

sábado, 7 de novembro de 2009

Não foi dessa vez..

Eu, como amo os livros da Stephenie Meyer (autora da série "Crepúsculo"), resolvi participar de um concurso promovido pelo Cinemark para ganhar uma sala com direito a cem convidados da sessão do filme "Lua Nova", só que ontem saiu o resultado e, meus caros, não foi dessa vez.. 


Mas fica aqui o texto que eu fiz, pra quem conhecer a história (acho praticamente impossível a essa altura do campeonato ninguém conhecer, mas enfim..). O tema era uma cena de amor entra Bella e Edward ou entre Bella e Jacob e, obrigatoriamente, deveria conter a frase-slogan da Close up, "Quanto mais perto, melhor", tudo isso em apenas 650 caracteres!


Amo Edward. Não há dúvidas. É por ele que eu estou aqui. Com ele que quero passar a eternidade, seja como vampira ou não. Mas, agora, em frente ao rosto de Jacob Black, seu hálito quente soprando em meu rosto, minha cabeça fica confusa. Não sei o que acontece. Como eu posso ter dúvidas entre Edward e Jacob? Ele me irrita! Tudo o que ele faz me tira do sério, ele não pode me dar o amor incondicional e sem cobranças que Edward me dá. Mas, assim, como estamos agora, seus olhos nos meus, sua boca quase na minha... Não sei. Quero sair de perto, quero sair correndo, mas não consigo! Quanto mais perto, melhor. E me odeio por sentir isso. 


Sendo assim, meio prepotente, até acho que eu merecia.. 

sábado, 24 de outubro de 2009

Tristeza vai embora

E quando a vontade não vem
o tempo não passa
a felicidade não chega
o amor foi embora
e a solidão não demora?

E quando você percebe que a vida passou
o tempo mudou
os amigos sumiram
o amor não chegou
e o samba parou?

E quando você vê que nada é assim
a bossa nova não vem
alegria não tem
e a sensação não tem fim?

Será que logo passa?

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Wanessa




"Você me olha por cima, me trata como menina
Mas não sabe do que eu sou capaz
Eu tenho um sonho, por ele eu vivo
Minha vontade é de ser muito mais...

Mais do que filhinha de papai, menina de sociedade
Corro o risco, eu vim de baixo, eu me perco, mas me acho
Sou coragem, sou verdade, sem bobagem, falsidade

Você me viu crescendo e sabe o que eu passei
Sabe de onde eu venho, o quanto eu lutei
O quanto eu me empenho buscando o meu lugar

Pra cantar... Eu vou cantar ao vento
Pra cantar... Mudar seu pensamento
Pra cantar... Antes de me julgar
Ouça o que eu tenho pra falar
Veja o que eu tenho pra mostrar

O preconceito é o maior defeito
Aquela dor que nunca sai do peito
Mas quem é vivo sempre aparece
Sente a pontada, mas depois esquece

Eu sou regida pelo amor, eu tenho a vida pela frente
O jogo apenas começou, eu vou fazendo diferente
Eu sou aquela gaivota que quer sempre melhorar
O jeito de voar"

As palavras me arrepiaram. Confesso que quando comparei a letra em português com a letra em inglês, achei meio boba. Pra mim não tinha casado com a melodia. Mas ouvir as palavras ditas e não cantadas, me trouxeram emoção. Sempre admirei a Wanessa, sempre gostei de suas músicas e sempre ouvi críticas por isso. Críticas porque as pessoas gostam de julgar. Só porque é brasileira, só porque é filha de um cantor sertanejo, só porque não é Maria Rita ou Marisa Monte, só porque, porque, porque. Porquê?

No seu úlitmo show percebi que ela não é mais aquela menina que começou há alguns anos. Ela é outra pessoa. E agora eu a admiro ainda mais. Admiro porque percebo como é incrível sua evolução. E isto está estampado na nova artista que ela tornou-se. Estampado na sua voz cantando as músicas antigas, nas suas roupas, nas coreografias, no cabelo, nas atitudes.

A única palavra que ela conseguiu falar no show foi OBRIGADA. E agora eu digo: Obrigada, você, Wanessa. Por não ter desistido diante de tanto preconceito e julgamentos, por ter passado por cima de tantas críticas e hoje poder mostrar a artista completa que se tornou. Parabéns!

Da sua sempre fã, Bárbara.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Olimpíadas 2016

O Lula estava chorando. A pergunta é: ele chorava porque estava emocionado, afinal o Brasil era o único entre as dez maiores economias do mundo que não havia sido sede para uma olimpíada ou ele chorava porque mentia ao dizer que, sim, nós temos os R$ 25,9 bilhões necessários para tal?

Não tenho dúvidas dos benefícios que este evento trará para o país. Empregos, turistas, dinheiro. E, apesar de não ser nem um pouco ufanista, acho bacana o Brasil ser reconhecido mundialmente. Ainda mais se o evento for, de fato, bem planejado como estão tentando fazer. Mas, não sei. Não tive vontade de chorar. Não tive vontade de ir correndo até Copacabana participar da festa de comemoração. Não tive vontade de fazer campanha pré-eleição. Nadinha. Pra falar a verdade nem tinha visto o tal vídeo - muito bonito, diga-se de passagem - de promoção do Rio.

Será que realmente todo brasileiro é carioca e está transbordando de emoção como foi dito por aí? Acho que não. Por enquanto ainda não senti emoção. Talvez o Lula seja mesmo muito apaixonado pelo nosso país como dizem. Ou talvez eu seja meio revoltada com essa roubalheira na qual sempre estamos envolvidos e não quero me emocionar por achar que, sim, é mais um motivo para investirmos em nada nosso tão suado dinheirinho. É, ainda não me esqueci do Pan 2007, que torrou um caminhão de dinheiro na construção de estrutras hoje abandonadas.


Enquanto meus olhos não se enchem de lágrimas como os de muita gente por aí fico aqui me divertindo com as frases de Wiliam Bonner no Jornal Nacional, as pérolas de Patrícia Poeta no Fantástico, o sensacionalismo sempre tão bem feito na televisão brasileira, a paixão de Lula pelo país em rede internacional e com as ótimas piadas que não acabarão até alguma coisa dar certo em 2016.

Por um lado, encontro-me feliz pelo fato de o Rio de Janeiro ter sido escolhido. Não consigo imaginar qual seria a reação de Orlando Silva, Lula e Eduardo Paes caso contrário. Barraco. Passaríamos vergonha do mesmo jeito. Entre os piores.. O melhor. Melhor?

Começo a planejar para onde fugirei quando nosso Brasil, pátria amada, idolatrada não der conta de realizar tantos projetos que seu povo heróico tem planejado. Veremos.

sábado, 26 de setembro de 2009

Essa sou eu?

Que vontade louca é essa de escrever que estou sentindo há alguns dias? Não sei o que é. O problema é que a vontade vem, mas e o assunto.. Não consigo! Já sentei umas três vezes na frente do computador com esse objetivo, mas nada me vem. Droga.

Uma vez, no auge da minha depressão pré-vestibular, escrevi um texto muito bonito sobre aquilo que eu estava passando. Muitas pessoas vieram me elogiar. Mas uma delas me disse: "Pô, Bárbara, você escreve coisas tão legais, mas, pelo amor de Deus, para de falar de coisas tristes. Acho que você consegue falar sobre outras coisas!". Na hora achei meio chato aquele comentário, me irritou um pouco. Mas agora percebo que é verdade. E não sou só eu. Acontece com muitos por aí. Acho que gente bem resolvida não rende assunto. Já dizia o poeta que pra fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza, não é?

E, justamente agora, que eu tenho uma vontade louca de escrever, resolvi ficar bem resolvida! Alguém me cutuca? Me mostra que minha nota de física II foi 3,3. Que eu tenho uma DP pra fazer o ano que vem cuja média subirá para 7. Que meu quarto está uma bagunça. Que eu tenho uma entrevista de visto dia 8. Que alguns de meus amigos sumiram. Que eu tenho quase 21 anos e ainda estou no primeiro ano da faculdade. Que as pessoas não são como eu acho que são. Que a insegurança sempre me domina. Que eu estou virando adulta. Que eu ainda não tenho um carro. Que eu não tenho um emprego, mas já tenho contas pra pagar. Alguém me avisa?

Opa, já me avisaram. Eu sei de tudo isso. Mas não sinto nada. Nem angústia, nem medo, nem pânico. Nadinha. Risada. Ah! Deve ser aquela pizza que eu comi ontem. Tanto carboidrato e gordura só podia dar nisso.. Meu cérebro produziu endorfina demais e agora não consigo perceber que tenho problemas.

Não sei por quanto tempo isso vai durar. Será que mais algumas horas? Dias, meses? Não sei. Mas enquanto isso.. Vou aproveitar e sair pela casa rodopiando e cantando musiquinhas que me façam rir.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

É, sou bem mais você

Sabe aquela pessoa que desde a primeira vez que você vê já sabe que vai ser sua amiga? Foi assim com a gente.

A namorada do amigo. Aquela que tem todos os motivos para te odiar. Aquela que acha ridícula a amizade entre você e ele. Aquela que acha que os "eu te amo" trocados não se resumem apenas a amizade. Aquela que tem todo o poder na mão pra te afastar.

Aquela. Mas ela não era aquela. Ela era ela. Desde a primeira vez. Ela passou a ser minha confidente. Eu passei a ser sua aliada em campo inimigo. Eu sempre estava ali para ela e tinha certeza que ela sempre estaria ali para mim. Era tudo recíproco e por amar tanto os dois queria sempre vê-los muito felizes.

Só que algo deu errado. Ou certo? Ele se foi da vida dela. Ela ficou na minha. Com o tempo entrou aquela na vida dele. Ele se foi da minha. Ela, como antes, ficou na minha. E, hoje, é ela que eu quero ver feliz. É o sorriso dela que me traz cada vez mais perto. Por ela que eu torço. Por ela que eu luto. Ela.

As ligações passaram a ser constantes. As conversas cada dia mais longas. As fofocas.. Que fofocas? Não somos disso. As opiniões são sempre as mesmas. As inimizades também. As risadas então.. Só rindo! Por isso que decidi expressar - um pouco - aqui o que eu sinto por ela.

Porque ela é única. Ela é linda, loira e magra (Haha). Ela é dona da Fifi. Ela me faz rir toda vez que passo na frente do "Obelisco". Ela me faz querer pegar o celular e tirar fotos de certas situações. Com ela gasto trinta mensagens por dia. Com ela quase fui pisoteada. Com ela passei um sábado tediosamente delicioso em Campinas. Por ela deixei algumas coisas de lado. Por ela desisti de alguns. Com ela vou até o fim. Há quarenta meses.

E hoje é o dia dela. 09/09/09. Não podia ser diferente. Tinha que ser especial. Tinha que ser engraçado. Tinha que ser tão Lívia. Insubstituível e indispensavelmente Lívia.


*O que eu mais queria era pegar meu jatinho e ir voando te abraçar. Mas não dá. Essa chuva não me permite! PARABÉNS, amiga! É nóis!