É tudo culpa sua. Eu não consigo mais. Não tem mais ninguém, não terá mais ninguém. Eu fecho os olhos e a única coisa que me vem na cabeça é você. Aquela sua imagem de homem perfeito. Te deixo por uma hora sozinho em casa e quando volto, nada está como eu tinha deixado. Minha bagunça tão corriqueira sumiu e você fez tudo por mim. Fritou os bifes, lavou as panelas, cortou a grama do jardim.
Porque você faz isso comigo? Você me fez ser dessas que gostam de homens que preparam coisas. Que amassam frutas para fazer caipirinhas, usam a furadeira para prender armário no banheiro, instalam computadores, consertam celulares, assam uns pãezinhos, tudo com o mesmo appeal.
Seria estranho se eu não tivesse caída aos seus pés de amor. Não só pelos bifes, panelas e pãezinhos. Não tem como não ficar assim. Tenho medo de dizer que você é o homem perfeito. Eu não quero que mais ninguém feche os olhos e veja você, fazendo tudo, sendo tudo. A dona das suas imagens sou eu, poxa. Só eu posso fechar os olhos e lembrar de você fazendo tudo isso por mim.
Ei, perfeitinho. Obrigada por esses seis-anos-e-meio de você na minha vida. Te amo. Daqui pra mais uns... Cem anos?
terça-feira, 10 de agosto de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
Número um
Querer estar e não poder. Querer falar sem pensar. Querer abraçar sem ter fim. Querer ficar até o dia acabar. Querer sorrir sem medir. Querer estar sem cobrar. Querer ser sem pedir. Querer brigar e temer. Querer distanciar e aproximar. Querer amar. Querer trocar de lugar. Ligar, bipar, chegar, sair, comprar. Querer viver uma amizade assim. Cheia de verbos. Cheia de vida. De confiança, de verdade.
Eu queria viver uma amizade assim. Um amor fraternal, que chega a não se importar se vai ser recíproco e, de repente, quem eu menos esperava tornou-se a mais importante. Da ausência na agenda ao número mais discado. Da inexistência à onipresença. Do número cem ao um. Do desconhecido ao amor. Sem esforço, como se já fizesse parte do curso natural da vida.
Ela me conquistou e será que tem alguém que ela não conquista? Sua voz doce e seu coração enorme entraram na minha vida, na da minha irmã, mãe e até priminha. Entraram no meu coração, colocou-a em minhas orações e me ensinou o que devia fazer para viver uma amizade assim. Amizade que não quer competir, não trai, não mente e não é falsa. Amizade que resiste e se fortalece estando perto ou longe e não muda por nenhuma situação, por aquilo que um fez ou o outro deixou de fazer. Amizade que é presente de Deus, mesma luz, mesma paz, mesma canção.
Seu verbo é poder. Poder ajudar. Poder fazer o que estiver ao seu alcance. Poder falar o que me faz bem. Poder ser quem é. Poder olhar igual para todos. Poder ser boa. Poder ser linda. Poder fazer. Poder, não o verbo. E a palavra de hoje é parabéns. Pelo dia, pelos anos, pela voz, coração, palavras, atitudes e, principalmente, pela pessoa - por mais clichê que possa parecer - maravilhosa que você é. Que hoje toda a atenção, todos os olhos, bençãos e amor estejam contigo, One. Esse númerozinho aí vai ser sempre seu na minha vida.
Eu queria viver uma amizade assim. Um amor fraternal, que chega a não se importar se vai ser recíproco e, de repente, quem eu menos esperava tornou-se a mais importante. Da ausência na agenda ao número mais discado. Da inexistência à onipresença. Do número cem ao um. Do desconhecido ao amor. Sem esforço, como se já fizesse parte do curso natural da vida.
Ela me conquistou e será que tem alguém que ela não conquista? Sua voz doce e seu coração enorme entraram na minha vida, na da minha irmã, mãe e até priminha. Entraram no meu coração, colocou-a em minhas orações e me ensinou o que devia fazer para viver uma amizade assim. Amizade que não quer competir, não trai, não mente e não é falsa. Amizade que resiste e se fortalece estando perto ou longe e não muda por nenhuma situação, por aquilo que um fez ou o outro deixou de fazer. Amizade que é presente de Deus, mesma luz, mesma paz, mesma canção.
Seu verbo é poder. Poder ajudar. Poder fazer o que estiver ao seu alcance. Poder falar o que me faz bem. Poder ser quem é. Poder olhar igual para todos. Poder ser boa. Poder ser linda. Poder fazer. Poder, não o verbo. E a palavra de hoje é parabéns. Pelo dia, pelos anos, pela voz, coração, palavras, atitudes e, principalmente, pela pessoa - por mais clichê que possa parecer - maravilhosa que você é. Que hoje toda a atenção, todos os olhos, bençãos e amor estejam contigo, One. Esse númerozinho aí vai ser sempre seu na minha vida.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Aonde estão meus parágrafos?
Vontade de escrever. Apaguei cem linhas achando que não estava bom. E vou tentar de novo. Quando sair volto aqui para dizer que tenho saudade da época em que os parágrafos saíam instantaneamente. Sem pestanejar. Sem medo.
Quero escrever mais cem linhas que me deixem arrepiada. Que me façam ter vontade de ler e reler. Que me façam sentir bem, mesmo sabendo que ninguém ou quase ninguém lê meu blog. Não me importo. A satisfação de ler cem linhas, cem parágrafos ou cem palavras e me sentir como me sinto, quando, finalmente acontece, não tem igual.
Quero escrever mais cem linhas que me deixem arrepiada. Que me façam ter vontade de ler e reler. Que me façam sentir bem, mesmo sabendo que ninguém ou quase ninguém lê meu blog. Não me importo. A satisfação de ler cem linhas, cem parágrafos ou cem palavras e me sentir como me sinto, quando, finalmente acontece, não tem igual.
sábado, 3 de julho de 2010
O sonho acabou
Como assim? De repente eu olhei pro relógio e faltavam oito minutos e mais dois gols. Percebi que não iria acontecer. Que o sonho estava prestes a acabar.. Como assim, Dunga?
Eu acreditei em você. Quando todo mundo falava mal, dizia isso e aquilo, eu sempre acreditei. Pensava que no dia 11 de julho, quando o Brasil virasse hexacampeão mundial, você seria aquele típico exemplo de teimoso que deu certo, sabe? Eu acreditei em toda aquela sua história de comprometimento. Acreditei que podíamos ganhar, mesmo com um time sem grandes craques e cheio de falhas. Acreditei no Kaká, acreditei no Robinho, Luis Fabiano. E você, Julio César? Acreditei em você também. O melhor goleiro do mundo e agora estamos todos nós, 190 milhões de brasileiros, tristes, desapontados, por um erro seu. Erro que não podia acontecer naquela altura do campeonato.
Não, não quero culpar alguém por isso. Até por que quando se trata de TIME não tem em quem jogar a culpa. Ela pode ser de cada um. Dunga, por não ter um reserva que jogasse como o Kaká, caso ele não estivesse espetacular, como sempre. Ou, talvez, por nunca trocar os jogadores na hora certa. Ou, quem sabe, por acreditar demais em um time que ele sonhou que seria perfeito. Julio César, pelo seu ego e sua vontade de querer agarrar todas, porque não enxergou o Felipe Melo bem na sua frente? Kaká, quem era você no último jogo? Esperei por um gol seu como uma criança espera por um doce e ele não veio! E, você, Felipe Melo? Que vontade é essa de ser protagonista, meu bem? Mas culpa mesmo, não tem como jogar nas mãos de um só.
Triste, sim, estou. Desapontada, desacreditada e não achei que fosse me sentir assim se isso acontecesse. Mas ontem, senti um aperto no coração tão forte quando o jogo acabou, que tive que enxugar as lágrimas dos meus olhos.
Agora é esperar por 2014. Ver o jogo ao vivo, esperar pelo futebol-arte brasileiro acontecer novamente. Ganso, Neymar, Nilmar, Kaká e Robinho.. Nossa seleção pode ser cheia de craques e fazer acontecer. Não vejo a hora de chegar mais uma vez.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Eu. E meus 21 anos.
Sim, eu vou mais uma vez, aqui, polemizar os meus 21 anos. Mas dessa vez não vim dizer que eles chegaram. Infelizmente, vim dizer que eles estão indo embora. Ficaram aqui só de passagem, mas alguns meses e pronto. É, eu sei, não são “alguns” meses, são nove, mais precisamente, e porque eu já estou tão desesperada? Meu Deus, eu sempre ouvi as pessoas dizendo que tinham 22 anos e achava tão bonito. Soava tão bem. E, porque raios, eu acho que agora, da minha boca, começa a soar mal?
De repente eu vi que aquela vizinha que eu vi nascer, tão fofinha, já é um mulherão, mais alta que eu, com o celular na mão, quase uma adulta. O menino que, um dia, eu ensinei matemática já é pai. A copa de 98 parece tão recente na minha cabeça e já fazem 12 anos. Minha irmã faz 18 anos esse ano. Meu namoro já tem 6. Já-estamos-em-junho-de-2010.
Junho. Quase julho. Esses dias eu estava reclamando que as férias de verão estavam no fim e agora eu já clamo pelas férias de inverno! O que vem acontencendo com o tempo? Porque andar tão rápido, reloginho? Calma, mundo, eu quero viver a vida com um pouco mais de tempo! Quero assistir quatro horas de televisão seguidas deitada no sofá. Quero jantar com os meus amigos. Quero ver pessoas que eu não vejo há mais de um ano! Viajar com a minha família. Ficar de bobeira com o meu namorado. Quero minutos, horas e dias.
Carpie Diem. Quem inventou isso deve ter pirado! Tenta viver cada dia como se fosse o último pra ver o que acontece! As notas da faculdade despencam, o dinheiro em pouquíssimo tempo, acaba, os quilos virão aos montes.. Por isso que não entendo quem leva isso como estilo de vida! Tatua na pele, coloca no twitter, proclama aos quatro cantos do mundo e pra quem quiser ouvir, mas quero ver na prática se é isso que faz. Aham.
Agora se o seu carpe diem é acordar, academia, faculdade, empresa, aulas de francês, treino de vôlei, estudar, estudar, estudar. Então, tá. O problema é que o meu carpe diem não é bem isso. Aí fica complicado. O relógio corre e de repente.. Olho no calendário e vejo que o dia 28 de março está mais próximo.
Alguém congela meus 21 anos, please?
De repente eu vi que aquela vizinha que eu vi nascer, tão fofinha, já é um mulherão, mais alta que eu, com o celular na mão, quase uma adulta. O menino que, um dia, eu ensinei matemática já é pai. A copa de 98 parece tão recente na minha cabeça e já fazem 12 anos. Minha irmã faz 18 anos esse ano. Meu namoro já tem 6. Já-estamos-em-junho-de-2010.
Junho. Quase julho. Esses dias eu estava reclamando que as férias de verão estavam no fim e agora eu já clamo pelas férias de inverno! O que vem acontencendo com o tempo? Porque andar tão rápido, reloginho? Calma, mundo, eu quero viver a vida com um pouco mais de tempo! Quero assistir quatro horas de televisão seguidas deitada no sofá. Quero jantar com os meus amigos. Quero ver pessoas que eu não vejo há mais de um ano! Viajar com a minha família. Ficar de bobeira com o meu namorado. Quero minutos, horas e dias.
Carpie Diem. Quem inventou isso deve ter pirado! Tenta viver cada dia como se fosse o último pra ver o que acontece! As notas da faculdade despencam, o dinheiro em pouquíssimo tempo, acaba, os quilos virão aos montes.. Por isso que não entendo quem leva isso como estilo de vida! Tatua na pele, coloca no twitter, proclama aos quatro cantos do mundo e pra quem quiser ouvir, mas quero ver na prática se é isso que faz. Aham.
Agora se o seu carpe diem é acordar, academia, faculdade, empresa, aulas de francês, treino de vôlei, estudar, estudar, estudar. Então, tá. O problema é que o meu carpe diem não é bem isso. Aí fica complicado. O relógio corre e de repente.. Olho no calendário e vejo que o dia 28 de março está mais próximo.
Alguém congela meus 21 anos, please?
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Minha mãe
Mãe. Quem quer ser uma tem que arranjar tempo na agenda. Não por uma hora, nem por um dia. Por uma vida inteira. Mães não têm preguiça, não têm sono, não têm fome. Não sabem quando é a hora de parar. Largam tudo e todos por uma pessoinha chorona e fazem tudo o que elas querem. Mãe é mãe. Mãe não é pai.
Não dê a desculpa que o mundo está muito ruim. Que o tempo não ajuda. Que seu trabalho é precioso. Todos devíamos ser mães. Os pais também. Quem não quer experimentar a sensação de amar alguém incessantemente? Por todo o tempo, por toda a vida. E, de verdade, não esperar nada em troca. Muitas vezes não ter nada em troca. E não se magoar por isso. Pelo contrário, continuar doando seu amor, seus gestos, seu tempo.
Ela tinha 32 anos quando eu nasci. Experiência fosse a que ela tivesse passado, nenhuma foi como me ver crescendo e tomando os caminhos que ela sempre sonhou. Pra mim sempre foi assim. Eu aqui e ela ali. Não tinha dúvidas, não tinha medos, não tinha insegurança. Eu sabia que quando eu estivesse com dor de cabeça ela iria olhar pra mim e saber o que eu estava sentindo e o que tinha que fazer para melhorar.
Vinte e um anos se passaram e tudo continua igual. Agora eu cuido um pouco dela também. Por enquanto é o pouco que posso fazer para retribuir tantas noites mal dormidas, tantas lágrimas derramadas, tanta preocupação, tantos quilômetros dirigidos.
Digam o que quiser, mas a melhor mãe do mundo é a minha. Desculpa se você acha que a sua é muito melhor, mas é que você não conhece a Elena. Você nunca abraçou ela. Nunca dormiu com a massagem dela. Nunca ouviu os gritos dela pela casa. Nunca brigou com ela a ponto de se descabelar. Nunca viu o quanto ela é teimosa. Nem sabe o quanto o coração dela é grande. Não sabe que ela é mãe de mais de dez pessoas e, se pudesse, tenho certeza que seria de cem. E o essencial... Você não a ama como eu amo.
Não importa se dizem que todas as mães do mundo amam o filho mais novo muito mais e eu sou a primogênita. Pra mim não importa o que dizem. O que importa é saber que toda sexta-feira eu vou chegar em casa, ela vai abrir a porta e dizer: "Finalmente, filha, estava morrendo de saudade."
Te amo, mamãe. Incondicionalmente e eternamente. Feliz dia das mães!
Não dê a desculpa que o mundo está muito ruim. Que o tempo não ajuda. Que seu trabalho é precioso. Todos devíamos ser mães. Os pais também. Quem não quer experimentar a sensação de amar alguém incessantemente? Por todo o tempo, por toda a vida. E, de verdade, não esperar nada em troca. Muitas vezes não ter nada em troca. E não se magoar por isso. Pelo contrário, continuar doando seu amor, seus gestos, seu tempo.
Ela tinha 32 anos quando eu nasci. Experiência fosse a que ela tivesse passado, nenhuma foi como me ver crescendo e tomando os caminhos que ela sempre sonhou. Pra mim sempre foi assim. Eu aqui e ela ali. Não tinha dúvidas, não tinha medos, não tinha insegurança. Eu sabia que quando eu estivesse com dor de cabeça ela iria olhar pra mim e saber o que eu estava sentindo e o que tinha que fazer para melhorar.
Vinte e um anos se passaram e tudo continua igual. Agora eu cuido um pouco dela também. Por enquanto é o pouco que posso fazer para retribuir tantas noites mal dormidas, tantas lágrimas derramadas, tanta preocupação, tantos quilômetros dirigidos.
Digam o que quiser, mas a melhor mãe do mundo é a minha. Desculpa se você acha que a sua é muito melhor, mas é que você não conhece a Elena. Você nunca abraçou ela. Nunca dormiu com a massagem dela. Nunca ouviu os gritos dela pela casa. Nunca brigou com ela a ponto de se descabelar. Nunca viu o quanto ela é teimosa. Nem sabe o quanto o coração dela é grande. Não sabe que ela é mãe de mais de dez pessoas e, se pudesse, tenho certeza que seria de cem. E o essencial... Você não a ama como eu amo.
Não importa se dizem que todas as mães do mundo amam o filho mais novo muito mais e eu sou a primogênita. Pra mim não importa o que dizem. O que importa é saber que toda sexta-feira eu vou chegar em casa, ela vai abrir a porta e dizer: "Finalmente, filha, estava morrendo de saudade."
Te amo, mamãe. Incondicionalmente e eternamente. Feliz dia das mães!
sábado, 17 de abril de 2010
Sort dans l'amour
Disent-ils que celui qui a du sort dans les jeux n’en a pas dans l’amour. Je ne comprends pas pourquoi, mais dernièrement j'ai compris ce qui est vrai. Les jeux por moi sont compliqués. Et c’est comique, j'en perds toujours. Déjà dans l'amour... Je gagne tant! Amour chez moi. Amour chez les ami. Chez mon petit-ami. Beaucoup d'amour. J’espère qu'il soit toujours ainsi! Perdre pour gagner!
"Le sort fait les parents, le choix fait les amis" (Delille)
*Agora com as devidas correções da minha professora e com a tradução:
Sorte no amor
Dizem por aí que quem tem sorte nos jogos, não tem sorte no amor. Eu não entendia porque, mas ultimamente tenho percebido que é verdade. Os jogos para mim são complicados. É até engraçado, mas eu vivo perdendo. Já no amor.. Tenho ganhado tanto! Amor da minha família. Amor dos amigos. Do namorado. Muito amor. E espero que seja sempre assim! Perder para ganhar!
"A sorte faz os pais, a escolha faz os amigos" (Delille)
"Le sort fait les parents, le choix fait les amis" (Delille)
*Agora com as devidas correções da minha professora e com a tradução:
Sorte no amor
Dizem por aí que quem tem sorte nos jogos, não tem sorte no amor. Eu não entendia porque, mas ultimamente tenho percebido que é verdade. Os jogos para mim são complicados. É até engraçado, mas eu vivo perdendo. Já no amor.. Tenho ganhado tanto! Amor da minha família. Amor dos amigos. Do namorado. Muito amor. E espero que seja sempre assim! Perder para ganhar!
"A sorte faz os pais, a escolha faz os amigos" (Delille)
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